Autor: Edson Caldas Jr.

Relatório para Mídias Sociais: o que não fazer

A partir de hoje, o JobCast terá uma uma série de vídeos especialmente para falar sobre Relatórios de Mídias Sociais. A ideia com essa série, não é tratar do assunto de maneira engessada. A ideia é tentar explicar de maneira simples, dar algumas dicas e insights sobre a produção dos relatórios e mídias sociais.

Inicialmente vamos manter o foco nos relatórios para mídias sociais e, no decorrer das edições vamos abordando outros tipos dicas, focando em relatórios mais amplos e que saiam um pouco apenas das redes sociais e busque por outras mídias e maneiras de se reportar o trabalho que é feito em com comunicação digital.

Teremos uma longa jornada pela frente, pois é um assunto que nós nunca devemos parar de estudar.

Relatórios e Mídias Sociais: o que não fazer

No primeiro vídeo da série, vamos falar de um erro muito comum cometido, principalmente, por profissionais que estão iniciando a sua trajetória no universo da comunicação digital e nas mídias sociais: o medo de reportar os resultados negativos.

O resultado negativo e tão importante, ou tem o mesmo peso, que os resultados positivos. Não fique com medo de apresentá-los nos relatórios. No entanto, explique os porquês do ocorrido.

A dica, caso a performance da sua atuação não tenha atingido as metas esperadas, é; oferecer uma nova solução para melhorar aqueles indicadores – ou desconsiderá-los – que não se saíram tão bem. Se possível, faça isso no próprio relatório. Principalmente se você for apresentá-lo, o que eu sempre recomendo para projetos com escopo mais complexo e que envolvam um investimento maior.

IMPORTANTE: Se você não planejar e alinhar muito bem as expectativas e o que foi contratado, é possível que você comece a dar importância e reportar muitos indicadores irrelevantes e, com isso, a tendência é que os números demonstrem um certo descontrole.

Isso normalmente acontece quando você pula, ou não dedica as horas necessárias no planejamento.

Independente do escopo do projeto, é obrigatório que você invista um tempo para planejar a sua linha editorial para ver se ela condiz com o seu direcionamento estratégico e com as expectativas do cliente. Mesmo que implícito, esse é o primeiro passo para que você consiga estruturar um bom relatório de mídias sociais.

Relatórios de Mídias sociais não são partes isoladas

Não entenda o relatório de mídias sociais como um material isolado do serviço.

Não adianta desenvolver uma estratégia mirabolante para as mídias sociais do seu cliente, se na hora de mostrar os resultados você não consegue tangibilizar ao máximo os resultados. Vejo que essa percepção de o relatório ser uma demanda isolada exista pelo fato de termos um prazo relativamente tranquilo para que ela seja executada. Mas, não se engane, ela é o elemento onipresente da sua atuação.

Ah, e a não ser que você vá apresentar o seu relatório para uma equipe que tenha mesma expertise e fale a mesma língua que você, não me venha com relatórios lotados de gráficos complicados e termos bonitos.

Produzir um bom relatório de mídias sociais também tem a ver com conseguir transmitir a mensagem para o seu receptor. Ou, evitando os termos técnicos, escreva de maneira que o seu cliente vá compreender o que foi feito.  Evite palestrar, o seu cliente só precisa entender pra onde o dinheiro dele está indo.

Desprenda-se dos títulos que a profissão nos dá entenda duas coisas importantes: o cliente não precisa entender sobre o serviço que você presta, ele precisa entender como o serviço que ele contratou vai trazer retorno pra ele. E isso só você tem o poder de mostrá-lo.

Espero que esse conteúdo tenha te ajudado de alguma maneira, muito obrigado pela atenção e até o próximo JobCast.  

Como se comportar no estágio? JobCast 31

Me sugeriram produzir algum conteúdo dando dicas de como se comportar no primeiro estágio. Ou simplesmente como se comportar como estagiário.

Mesmo que pareça um tema simples de ser abordado, não é. Não mesmo.

É um tema bastante delicado e que acaba saindo um pouco das minhas competências. Tudo bem que eu dou meus pitacos sobre comportamento no ambiente corporativo por aqui, mas seria um pouco de irresponsabilidade minha, listar dicas mais “avançadas” sobre o assunto.

No entanto, resolvi assim mesmo, devido a relevância do assunto, expor um pouco da minha opinião, baseado na minha experiência.

Eu sempre tive pra mim que passar por muitas empresas em um curto espaço de tempo, não é necessariamente é a melhor forma de se acumular experiência no cargo proposto.

Na minha opinião, estagiar em várias empresas e ficar pouco tempo nelas, com a ânsia de acumular um novo tópico no seu Linkedin, é a melhor maneira de não usufruir do melhor que o estágio tem para nos proporcionar; a sua real maturidade e evolução como profissional em determinada área.  

Pouco tempo em muitos estágios só vai fazer que você tenha acesso a muitas formas de se trabalhar e o aprendizado fica picado. Não sai do modo easy pro hard. É tipo criar vários personagens em um jogo de RPG; você vai ter vários personagens com pouco level e experiências medianas. Sempre vai precisar procurar algum expert quando for preciso resolver alguma questão avançada.

Claro, como eu disse no vídeo, esta é uma visão extremamente particular.

Dos poucos estágios que eu fiz, um deles foi o responsável por me lapidar como profissional e me colocar de fato no mercado local. Passei pouco mais de 3 anos, fui contratado e até hoje tenho o maior carinho pela turma da agência. E o único comportamento em comum de todos os estágios foi apenas um: eu nunca me comportei como estagiário.

Assista o vídeo, você vai entender melhor sobre o meu ponto de visto e porque eu eu disse que você não deve ser estagiário. Ah, e claro, compartilhe o seu ponto de vista, ele pode ser útil para complementar o meu.!  😉

Inbound Marketing: nem tudo é conversão | JobCast 30


Vou começar o texto, alertando-os de que não, eu não tenho absolutamente nada contra o Inbound Marketing. Não tenho motivos para isso e no vídeo eu explico melhor os “porquês” resolvi falar da Inboundização. A ideia aqui é alertar o pessoal que produz conteúdo a equilibrar essência e técnica sem perder o foco no objetivo estratégico da proposta planejada.


Inbound Marketing não é só sobre converter


No JobCast 30, vamos abordar um pouco mais sobre Produção de Conteúdo para internet e a importante relação entre o contexto emocional do conteúdo e o Posicionamento Estratégico que a marca – ou pessoa – pretende transmitir através dos argumentos apresentados no conteúdo, seja qual for o meio escolhido para distribuir a mensagem.

O Inbound Marketing é uma prática extremamente eficaz, não tenho dúvidas disso. No entanto, venho percebendo que a prática vem sido aplicada de maneira isolada e apenas com o foco na conversão. Quando não é aplicada de maneira antiética. Mas vamos pular essa parte…

A conversão é importante? É claro! Muito! Eu diria que em muitos casos é a conversão que vai determinar o sucesso real das suas estratégias. O famoso ROI. Ou pelo menos é um KPI importantíssimo – se não o mais importante – a ser avaliado. Tudo vai depender do objetivo planejado.  

O bom conteúdo é feito e pessoa pra pessoa

 

Mas nem tudo gira em torno de conversão quando estamos falando sobre estratégias de Produção de Conteúdo. A emoção importa tanto quanto a conversão.

Cada etapa tem o seu peso e suas características dentro de um planejamento, mas uma delas, e que não pode NUNCA ser ignorada, é o seu posicionamento estratégico.

Mesmo que você esteja trabalhando uma estratégia de comunicação que tenha o foco no conteúdo com a finalidade de gerar leads, por exemplo, usando e abusando de todas as etapas do Inbound Marketing, é importante que você tenha em mente que o bom conteúdo precisa gerar valor. O bom conteúdo é feito de pessoa para pessoa.  


Quando você simplesmente ignora o fato de que o seu conteúdo precisa gerar Valor e CONTRIBUIR com o Ambiente Digital e audiência desejada, você está apenas executando uma operação.

 

Para ser bem sincero, tenho observado alguns trabalhos de conteúdo, feito por pessoas que são são exatamente envolvidos com Marketing de Conteúdo, muito melhores que alguns que se dizem profissionais de conteúdo.

A diferença?

Uma mente desinboundizada. O carinho e o tesão pelo tema

Nada contra o Inbound Marketing, mas precisamos ter cuidado com a aplicação demasiadamente forçada e sem objetivo claro. Ignore as pessoas e o efeito pode ser contrário.  

Vamos usar e abusar do Inbound Marketing, mas vamos fazer isso sempre pensando em como podemos contribuir com o nosso querido meio digital.

Espero que você tenha do conteúdo.
Obrigado pela atenção e até o próximo conteúdo.