Repliquei conteúdo, o Google pode me punir?

Uma dúvida bastante recorrente entre algumas pessoas que produzem conteúdo para internet, e não são exatamente profissionais envolvidos com Produção de Conteúdo e   Marketing Digital, é sobre o hábito replicar conteúdos autorais em diferentes canais. Por mais que, para algumas pessoas, já esteja claro que não é o certo – ou o não recomendado – essa é uma questão ainda levanta dúvidas sobre as desvantagens e riscos existentes.

A pergunta que não quer calar: se eu for o autor, posso replicar meus textos em outros canais?

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Pode. E não pode. Calma que eu explico. Fazendo isso você estará infringindo algumas diretrizes de boas práticas e correndo alguns riscos, como por exemplo, ser punido pelos principais serviços de busca (Google, Bing). Além das “restrições” técnicas, que podem te prejudicar e fazer com que você perca posição, nós temos também as restrições estabelecidas pelas boas práticas do mercado.

Abaixo, darei algumas dicas e insights de como produzir conteúdo de forma responsável e sem correr riscos. Ou pelo menos correndo mínimo possível de risco.

Repliquei conteúdo, o Google pode me punir?

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Pode. Mesmo que o assunto aqui não seja o plágio de conteúdo, o Google pode te punir, sim, caso ele identifique a réplica constante de conteúdos em diferentes domínios/fontes. A punição não chega a ser tão severa quanto a aplicada sobre plágio de conteúdo, obviamente, mas vai prejudicar os seus resultados da mesma maneira.

A explicação é bem simples. De maneira resumida, podemos dizer que quando você replica um texto na internet, você atrapalha o trabalho do robô de busca responsável por “organizar” e “entregar” o conteúdo quando um usuário busca por ele.

Imagina que você é contratado para organizar uma biblioteca, e nessa biblioteca existem vários livros iguais, apenas com as capas diferentes. Além de ocupar o espaço que poderia ser preenchido com novos livros, organizar aquele conteúdo não fará muito sentido, já que são todos iguais, Só vai tomar o seu tempo. Então, o ideal é que você mantenha apenas a versão original, facilitando a busca do texto para quando alguém procurá-lo para ler.

É mais ou menos isso que o Google faz; prioriza de forma organiza a fonte primária em que o conteúdo foi publicado. Mas isso não é uma regra.  Existem alguns outros critérios técnicos que também podem fazer com que o conteúdo replicado seja encontrado com mais facilidade que o conteúdo em fonte primária.  Abordarei esse assunto com mais detalhes outro dia. Agora vamos falar um pouco de algumas outras desvantagens de se replicar conteúdo, como a perda e dispersão de audiência segmentada e, principalmente, qualificada.

Defina os objetivos e linhas estratégicas para cada canal que receberá o conteúdo

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Definir o objetivo é o primeiro e mais importante passo a ser tomado antes mesmo de começar a produzir conteúdo para qualquer que seja o canal. São os objetivos definidos que vão ditar as linhas estratégicas e onde você pretende chegar com o seu conteúdo.

A definição correta desse objetivo vai te poupar de perder tempo produzindo conteúdo para uma audiência que não seja a sua e desenhar a sua linha estratégia para que o seu conteúdo seja encontrado pela audiência correta. Segmentação é palavra de ordem quando se pretende criar uma audiência na internet. Afinal de contas, produzir conteúdo dá trabalho. Pelo menos quando se foca na qualidade e não na quantidade. E é falando em qualidade que vamos começar a pensar nas estratégias.

Como o meu foco aqui é orientar o produtor de conteúdo independente, e que não conta com equipe, por exemplo, definir o objetivo e linha estratégica pode te levar a ter que priorizar uma fonte de conteúdo, reduzindo a sua “carga horária”  e escopo de produção do conteúdo das outras mídias. Claro que isso vai depender bastante do seu objetivo com cada uma delas, como disse algumas linhas acima.

Como assim, perda e dispersão de audiência segmentada?

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A dispersão da audiência segmentada acontece de maneira natural quando você não tem uma estratégia bem definida e dá a opção do usuário escolher entre canais.

Vamos supor que eu escreva para dois canais do mesmo segmento e, em ambos, eu tenha o mesmo conteúdo. Qual seria o motivo de um mesmo usuário te vistar nos dois canais, sendo que em ambos eu vou encontrar o mesmo conteúdo? Com isso eu posso até  fazer com que esse mesmo conteúdo seja visto por mais pessoas, no entanto, fazendo isso eu permito que o usuário escolha uma fonte de conteúdo e siga apenas aquela.

Criar uma “ponte” entre os canais, produzindo conteúdos complementares é a melhor maneira de fomentá-los, e evita que a sua audiência escolha apenas um dos canais e tenha interesse em visitar novos conteúdos. Eu mesmo confesso que já repliquei conteúdos do meu LinkedIn Pulse por aqui, no início do blog. Por ser do LinkedIn, uma rede social, eu não me preocupei tanto. Mas não é o certo a se fazer.

De maneira “cautelosa”, uma boa estratégia é linkar os conteúdos, já que se tratam de conteúdos complementares. Esse caminho construído através da “hiperlinkagem” de conteúdos seria a forma recomendada. Mas cuidado, o Google trabalha com um conjunto de diretrizes de qualidade que devem ser seguidas para que você não seja punido e que seu site perca posição ou que sua estratégia de Link Building, como é conhecido, não vá por água abaixo, prejudicando a indexação dos próximos conteúdos.

A construção de links entre conteúdos funciona como uma forma de relacionamento entre os canais, logo, forçar a barra, pode, sim, ser visto pelo Google como uma violação das diretrizes estabelecidas por ele. Por isso, saiba que os conteúdos devem ser relacionados, ou seja, do mesmo segmento. E claro; de qualidade.

Contexto. Preocupe-se com o contexto desse relacionamento que você está estabelecendo entre os temas explorados nos conteúdos.

Como disse a minha amiga Flávia Crizanto, em um texto publicado no site do Café Digital, “…é preciso entender a essência antes de partir para o todo.Link Building também será um tema que pretendo explorar mais vezes por aqui com mais calma. O assunto é um universo a parte, importantíssimo dentro de uma estratégia de SEO e nós sempre vamos ter o que aprender sobre o tema.

A regra de ouro: responsabilidade e originalidade

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Para finalizar as dicas, vou deixar aqui a Regra de Ouro quando o assunto é produção de conteúdo: produza conteúdo relevante e com responsabilidade, independente do seu objetivo. Estude sobre o assunto que pretende abordar, seja transparente e tenha compromisso com a sua audiência.

Se você leu até aqui, espero que as dicas desse post tenham sido relevantes de alguma maneira. Se tem alguma dúvida ou sugestão de tema, envie nos comentários. Terei o mais prazer em respondê-las.

Abraços e até o próximo conteúdo.

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