Se você é o tipo de pessoa que, assim como eu, vibra a cada inovação tecnologica que o nosso mercado de redes sociais oferece, te convido a fazer uma reflexão junto comigo: será que toda essa tecnologia está realmente ajudando?
As novidades surgem com tanta velocidade, e são tantos os novos recursos que prometem nos ajudar e facilitar a nossa vida, que, muitas vezes me vem essa dúvida na cabeça: pra que tanta tecnologia se nós não estamos sabendo lidar com a premissa básica da rede: o relacionamento.
Será mesmo que a gente precisa, sempre, virar refém do novo aplicativo e estar ali presente apenas por que ouviu dizer que é a “nova rede social” e que tá bombando?
Não seria mais sensato começarmos a definir qual é o nosso propósito, quando sentamos em frente o monitor, ou quando, ao caminhar na rua, quase enfiamos a cara no poste, apenas para ver se existem novas notificações? Notificações que, muitas vezes, não passam da esperança vazia na provação de desconhecidos para sustentar o que nós somos ali, no ambiente digital.
Será que toda essa tecnologia não está fazendo com que nós nos tornemos menos nós mesmos? Pode parecer radical, mas já que esse texto é apenas um convite à reflexão, será mesmo que você precisa da aprovação alheia em tudo que faz? Será que saudável a gente viver essa vida vista pelos olhos alheios? Pare de ler um pouco e reflita sobre o seu último post ou comentário no Facebook. Será que você anda seguindo os 3 P´s do bom senso?
Vai lá, depois volta e, se não estiver chato até aqui (me empolguei) continue lendo.

Não que isso seja errado, a rede é social, e é bacana a gente estar presente por ali. Mas, será que a gente não tá passando dos limites e vivendo uma existência, meio filtrada, por tudo que a gente gosta? Vivendo em uma bolha ideológica que nós mesmos criamos, sem perceber que com isso estamos excluindo todas as possibilidades de aprender com opiniões contrárias a nossa?
Será que a gente tá mesmo sabendo lidar com a evolução dos meios de relacionamento online? Muitas vezes, por exemplo, quando eu mesmo me vejo indignado com a opinião alheia, preciso parar e me perguntar: será que eu preciso mesmo interagir com essa pessoa? Eu nem conheço ela, oras.
Estamos perdendo o controle sobre algumas atitudes nossas no dia a dia. Não é nossa culpa, a tecnologia está ditando os caminhos e nós, como dizem por aí, não estamos sabendo lidar” com isso.
Pra que tanta tecnologia se nós, seres inteligentes, não estamos tendo controle emocional para conseguir construir um diálogo, onde ambas as partes entendam que o outro lado da moeda, mesmo contrário ao que nós acreditamos, precisa ser “escutado”. Não, através de compartilhamentos carregados desses discursos de ódio que estamos, infelizmente, nos acostumando a ver, todos os dias no Facebook.
Precisamos começar a refletir sobre como toda essa tecnologia pode nos ajudar a pessoas melhores. Se não, meu caro leitor, eu volto a te perguntar: pra que tanta tecnologia?
Nós não somos e nem podemos nos acostumar a sermos pessoas movidas a tecnologia. E não ao contrário. Se nós estamos criando algo que, pouco a pouco, vai nos ditar as regras, pra que tanta tecnologia?
