Planejamento: o preço da irresponsabilidade

Planejamento: o preço da irresponsabilidade


Uma irresponsabilidade que todos nós pagamos.


Observar o mercado da comunicação com uma ótica externa e sem a preocupação de interagir ou contribuir, durante um longo período nos últimos meses, talvez tenha sido o melhor exercício de compreensão sobre algumas propostas de comunidades e seus ativos entusiastas participantes, existente por aí.

Afinal de contas, quando o assunto é comunicação e marketing, a prática de exercícios de compreensão deveriam ser comumente praticados pelos profissionais atuantes, para que não caiamos no limbo das pequenas bolhas de supostos especialistas. 

Temos um mercado extremamente rico de profissionais competentíssimos, que, infelizmente, muitas vezes são ofuscados por holofotes da esperança por uma parcela que oferta devaneios, diariamente. 

Devaneios estes ofertados tanto para membros da profissão quanto, em instâncias mais graves, para os empresários que investem em suas habilidades.


Muitas dessas habilidades, recheadas de discursos decorados de best-sellers encomendados com seus manifestos baratos ilustrados com “foda-ses” em suas capas.

Falando em “capas”, nada muito novo visto que estamos falando de um mercado de aparências.

Uma irresponsabilidade que todos nós pagamos.

Seja com clientes que não compreendem o valor do investimento, ou com a abertura de novos entrantes vendendo pacotes de produtos como se estivessem em uma feira-livre, todos nós pagamos esse preço.

Com o perdão da palavra: e foda-se a estratégia.

Durante este período a experiência foi como furar uma bolha que nem eu mesmo sabia o quão prejudicial estava sendo na minha carreira. 

Agulha necessária para reajustar a posição norte da bússola que eu carregava, que já não estava me levando para lugares tão interessantes.

Ou parecia que eu estava andando em círculos.

Há alguns anos, me dedico com bastante empolgação a contribuir com o mercado da comunicação e marketing, trabalhando direta e exclusivamente com planejamento estratégico de comunicação.

Digas-se de passagem, disciplina esta que muitos vendem sem saber o que estão fazendo ou entregando. 

Muitas vezes, o serviço entregue se resume a um apanhado de planilhas e ferramentas de automação que cumprem parte operacional de todo processo. Com sorte esse apanhado vai ter mais temos em português do que em inglês.

E, planejamento, caros empresários; não é isso. Essa pequena camada faz, sim, parte do todo. No entanto, parte rasa do mesmo. E nadar no raso não se tem esforço, logo, não se tem resultado.

A visão mais sistêmica e estratégica é completamente ignorada.


Seja com cursos e treinamentos ou consultorias. Seja com o DigitalPlanners.com.br ou com iniciativas recentes como ofuturodoplanejamento.com, ou com conteúdo gratuito publicado na terra sem lei chamada internet, esse realinhamento me trouxe de volta ao centro dos meus objetivos.

Após tanto movimento, percebi que às vezes estar indisponível por ser uma boa maneira de alinhar realmente onde alocar meu tempo e habilidades conquistadas com meus estudos, valorizando com muito mais intensidade cada um dos próximos clientes que eu vier a atender.

Valorizando cada aluno novo do Digital Planners.

Botando mais intensidade toda vez que for produzir algo para o mercado.

O famoso faça menos, mas faça melhor.
Faça valer apena para você e para seu cliente.

Se você, que acabou de ler, tiver coragem de algum dia, por alguns meses, estar ausente, pode ser que consiga enxergar caminhos e novas direções que jamais imaginaria.

Ou vai acabar achando tudo uma grande perda de tempo.

É um risco que planejei correr e que você pode tentar, por sua própria conta e risco. Desde que planejado.

Vou me despedindo por aqui.
Obrigado pela atenção e aproveite o transtorno.

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